sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Segredo do Vale e da Olaria



Jeremias 18
A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:
Levanta-te, e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.


Descer no ebr. É fall que seg: Queda. Dicionário port: Perda de poder! ORGULHO

Para ouvir a voz de Deus temos que nos despojar de tudo, toda as barreiras que nos impede de nos inclinar-mor a presença de Deus.
JEREMIAS:

Homem que teve suas experiências com Deus, profeta no reino do sul em Judá, foi chamado para ser profeta quando era rapaz, em 647, no 13.° ano do reinado do Rei Josias, Profetizou ate zedequias
Em todos os seus mais de 40 anos de serviço profético, Jeremias não foi abandonado.

"Levantou-se naquela mesma noite... e transpôs o vau de Jaboque" (Gênesis 32:22).
Jaboque é o nome de um rio da Jordânia um dos principais afluentes do rio Jordão,
onde deságua entre o mar da Galiléia e o mar Morto.
Jacó luta e prevalece.
• Há duas travessias na vida do cristão: o mar Vermelho e o rio Jordão. A travessia do mar Vermelho representa sair do mundo. Fala de um novo começo. Simboliza "ser salvo".
• Uma outra travessia é exigida - o Jordão! O Jordão representa um compromisso de se manter com o Senhor.
Jaboque, vale da transformação de Deus, DA mudança, DO encontro.

Um vale é um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de uns poucos quilômetros quadrados a centenas ou mesmo milhares de quilômetros quadrados de área. É tipicamente uma área de baixa altitude cercada por áreas mais altas, tendem a ter um clima diferente do que a área circundante. Também é comum para um vale para ter ricos depósitos aluviais de lama, tornando-a ideal para a agricultura.

Por que o anjo do Senhor lutou com Jacó?
Muitas coisas ainda tinham que ser mudada no caráter de Jacó para que ele pudesse se tornar uma das grandes forças espirituais do mundo e o seu aprendizado ocorreu naquela luta à meia noite.

Porque o anjo lutou a noite toda com Jacó?
Para revelar a sua fraqueza e mostrar para ele que ele deveria desistir da sua própria força e aprender a agarrar-se na força de Deus.

A partir daquela luta Jacó aleijado, o manco da perda aprenderia que um homem coxo depende de alguém.
A partir daquele momento Jacó passaria a depender totalmente de Deus.

A operação daquela noite tinha causado uma mudança na atmosfera.
Aprendemos nesta lição que se os meus caminhos agradam ao Senhor, ele fará de tudo para que os nossos inimigos se reconciliem conosco.

Precisamos obter o poder de Deus e submetê-lo a Ele, para que possamos ter vitória em frente aos nossos Esaus e prevalecer.





Lição do Vau do Jaboque
VALE: Tendem a ter um clima diferente do que a área circundante. Também é comum para um vale para ter ricos depósitos aluviais de lama, tornando-a ideal para a agricultura.


1) Lição do Vau do Jaboque – Se você quer vencer é preciso confiar nas promessas de Deus.
V9 – Disse mais Jacó: Deus de meu Pai Abraão e Deus de meu Pai Isaque, ó Senhor, que tinha me dito; torna a tua terra e a tua parentela, e far-te-ei bem “>••(2) Lição do Vau Jaboque – Precisamos sempre reconhecer as nossas deficiências e confiar na eficiência do Senhor. •V10 Menor sou eu em todas as beneficiencias e que toda fidelidade que tivesse com teu servo. •••(3) Lição do Vau do Jaboque – Orar com objetivo bem definido.
V11” Livra-me, peço te, da mão do meu irmão, da mão de Esaú, porque tenho medo dele, para que não venha firir a mãe junto com os filhos.

4) Lição do Vau do Jaboque – Ter prazer de estar a sós com o Senhor. V24• “Jacó. Porém ficou só, e lutou com ele um varão, até que a alva subia. •Nós saímos muito rápido da presença do Senhor. •Nós não perseveramos na oração com o Senhor. ••(5) Lição do Vau do Jaboque – Quem obedece e pratica o que Deus pede Recebe as recompensas – v28-29•Então, disse: Não chamara mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe lutasse com Deus e com os homens prevalecestes. E Jacó perguntou e disse: Daí-me peço-te, a saber, o teu nome. E disse: por que perguntas pelo meu nome? E abençoou ali”.

Vales: o vale da decisão; meguido, Joel 3 14.
Um vale é um acidente geográfico cujo tamanho pode variar de uns poucos quilômetros quadrados a centenas ou mesmo milhares de quilômetros quadrados de área. É tipicamente uma área de baixa altitude cercada por áreas mais altas

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um Bom Casamento, Uma Vida de Bênçãos!


Leitura: Gn , 24,16

Isaque: ebra; riso

Rebeca: ebra; donzela cujo a beleza prende como um laço.

Isaque já estava com 40 anos, Abraão já idoso e não tinha isaque uma adjuntora.

Abraão estava preocupado com seu filho, existem escolhas que podem definir nosso futuro.

Obs: Abraão estava preocupado porque sobre isaque estava a promessa de Deus.

Um casamento errado pode assassina uma vocação.

As atitudes de eliezer

  • Colocou o anjo na frente
  • Ajoelhou-se e orou.Ex: Ana
  • Estava junto à fonte.(a principio não impõe padrões estéticos, mas como caráter) obs: GATO ARRANHA!

NA BIBLIA NÃO VEMOS DEUS OBSERVAMOS BELESA ESTETICA, MAS O INTERIOR PURO!

Buscou uma jovem:

1. Ocupada com a manutenção de sua casa

2. Com o trabalho

No lugar certo junto à fonte (Igreja)

  • Era uma boa filha e uma boa irmã

OBS: UMA BOA FILHA OUMA OTIMA ESPOSA; UM BOM FILHO UM OTIMO MARIDO.

Um camelo grande toma no mínimo 100 L d água, Raquel foi saciou 10 camelos do servo de Abraão, demonstrando ser um jovem que trabalha e sustenta a casa. Esforçada.

A bíblia também mostra que sua mãe pede a eliezer para que a deixe mais dez dias ao lado de sua família , mostrando que a mesma era bem querida em sua casa.

  • Sansão um péssimo exemplo de matrimonio.

Jz.14,1-3 ( Uma filisteia enche os olhos de Sansão)

Porém seu pai e sua mãe lhe disseram: Não há, porventura, mulher entre as filhas de teus irmãos, nem entre todo o meu povo, para que tu vás tomar mulher dos filisteus, daqueles incircuncisos? E disse Sansão a seu pai: Toma-me esta, porque ela agrada aos meus olhos.”

Morreu cego e abaixo dos escombros do templo de do deus Dagom

Jz 18.9,10.

sábado, 12 de março de 2011

INICIAÇÃO A HISTÓRIA ANTIGA

História Antiga





O inicio


História (ocidente)
Pré-História Idade da Pedra Paleolítico
Mesolítico
Neolítico
Idade dos Metais Idade do Cobre
Idade do Bronze
Idade do Ferro
Idade Antiga Antiguidade Oriental
Antiguidade clássica
Antiguidade tardia
Idade Média Alta Idade Média
Baixa Idade Média
Idade Média Plena
Idade Média Tardia
século XV
Idade Moderna
século XVI
século XVII
século XVIII
Idade Contemporânea
século XIX
século XX
século XXI

A História Antiga é um domínio de estudos que se estende desde o aparecimento da escrita cuneiforme (cerca de 4000 a.C.) até a tomada do Império Romano do Ocidente pelos povos bárbaros (476 d.C.).[1][2]


Egito Antigo

Mapa do Antigo Egito.

O espaço geográfico

A região onde se iniciou o desenvolvimento da civilização egípcia está situada no nordeste da África, com seu antigo território cortado pelo grande rio Nilo (6 500 km e 6 cataratas), ladeado por dois desertos (deserto da Líbia e da Arábia). Ao norte, o Mar Mediterrâneo favorecia a navegação e o comércio com outros povos. A leste, o Mar Vermelho, outra via de comunicação.

Vale do rio Nilo

O rio Nilo era a fonte de vida do povo egípcio, que vivia basicamente da agricultura.

De junho a setembro, no período das cheias, as fortes chuvas inundavam o rio; este transbordava e cobria grandes extensões de terras que o margeavam. Essas águas fertilizavam o solo com a matéria orgânica que traziam, que se transformava em fertilizante de primeira qualidade.

Além de fertilizantes, o rio trazia a abundância de peixes e dava chances a milhares de barcos navegando.

Para o povo egípcio, era uma verdadeira bênção dos deuses. Aliás o próprio rio era tido como sagrado. Mas o Egito não era só esse presente da natureza. Havia necessidade de inteligência, do trabalho, da aplicação e da organização dos homens. No tempo da estiagem, num trabalho de união de forças e de conjunto, os egípcios aproveitavam as águas do rio para levar a irrigação até as terras mais distantes ou construir diques para controlar suas cheias.

Após as cheias, as águas baixavam, desmanchando as divisas das propriedades agrícolas.

Assim, todos os anos era necessário o trabalho do homem para medir, calcular, e isso ocasionou o desenvolvimento da geometria e da matemática.

Esse esforço comum e a unidade geográfica facilitaram um governo único e centralizador.

Períodos históricos

O vale do Rio Nilo foi habitado desde o Paleolítico.

Com o passar do tempo, surgiram comunidades organizadas e independentes chamadas nomos. Os nomos se agruparam em dois reinos (do Norte e do Sul) e por volta de 3200 a.C. foram todos unificados num só reino pelo faraó Menés. Com ele, começam as grandes dinastias (famílias reais que governaram o Egito por quase 3000 anos).

Costuma-se dividir a História do Egito em três grandes períodos:

No final do Médio Império houve uma grande imigração pacífica dos hebreu para o Egito, que acabaram sendo escravizados e finalmente liberados para voltarem a seu país de origem. Depois dos hebreus, os hicsos invadiram o Egito, aí se estabelecendo por duzentos anos. Introduziram os carros de guerra, aquilo que os egípcios desconheciam, e desde sua expulsão teve início o Novo Império.

Ao final do Novo Império, houve um enfraquecimento do Egito e sua decadência facilitou a invasão e o domínio por parte de vários povos, como persas, gregos e romanos. Nos tempos modernos, o Egito foi dominado politicamente pelos franceses e ingleses, até se tornar independente em 1962, como país moderno com governo próprio.

Civilização Egípcia

Sociedade

No Egito, a sociedade se dividia em algumas camadas, cada uma com suas funções bem definidas. A mulher, ao contrário da maioria das outras civilizações da antiguidade oriental, possuia posição excêntrica, podendo ocupar altos cargos políticos e religiosos, estabelecendo relativa igualdade com o homem.

A sociedade egípcia era heterogênea, dos quais se destacam 3 ordens principais:

  • Faraó e sua família;
  • Nobreza (detentora real das terras), Escribas (burocratas) e o Clero (sacerdotes);
  • Felás (camponeses, trabalham presos a terra e em obras públicas);

Cabe ressaltar que entre a segunda e a terceira camada, havia ainda pequenos artesãos, militares, o baixo clero, e comerciantes incipientes que não bem representavam uma nova camada, mas indivíduos sem ordenação política, dependente dos superiores.

Ocorrem escravos, mas em número não relevante.

Classes sociais
O faraó representa a própria vida do Egito. Era rei e deus vivo. Adorado, reverenciado. Podia possuir várias esposas, a maioria sendo parentes, para garantir o sangue real em família. Porém, só uma usava o título de rainha e dela nascia o herdeiro.

A classes sociais no Antigo Egito eram (por ordem de importância):

O faraó era um rei todo-poderoso, proprietário de todo o território. A sagrada figura do faraó era elemento básico para a unidade de todo o Egito. O povo via no faraó a sua própria sobrevivência e a esperança na felicidade.

Os sacerdotes tinham enorme prestígio e poder, tanto espiritual como material, pois administravam as riquezas e os bens dos grandes e ricos templos. Eram também os sábios do Egito.

Dos altos funcionários, o mais importante era o vizir, responsável pela administração do império.

Os monarcas eram administradores das províncias ou nomos. Assumiam funções importantes em suas províncias, como as de juízes e chefe político e militar, mas estavam subordinados ao poder de faraó.

Os guerreiros defendiam o reino e auxiliavam na manutenção de paz. Tinham direito a vários benefícios, o que lhes garantia prestígio e riquezas.

Os escribas, provenientes das famílias ricas e poderosas, aprendiam a ler e a escrever e se dedicavam a registrar, documentar e contabilizar documentos e atividades da vida no Egito.

Os artesãos e os comerciantes. Os artesãos trabalhavam especialmente para os reis, para a nobreza e para os templos. Já os comerciantes se dedicavam ao comércio em nome dos reis e nobres ou em nome próprio. O comércio forçou a construção de grandes barcos cargueiros.

Os camponeses formavam a maior parte da população. Os trabalhos dos campos eram organizados e controlados pelos funcionários do faraó, pois todas terras eram do governo.

Os escravos eram, na maioria, perseguidos entre os vencidos nas guerras. Foram duramente forçados ao trabalho nas grandes construções, como as pirâmides, por exemplos

Religião e mitologia

Os egípcios não viam diferenças entre a realidade religiosa e seu convívio social: tudo para eles era uma coisa só. Ao contrário do que se acredita, o povo egípcio era politeísta. Deus para eles é a representação do Amor Puro, e se manifestava sobre três formas: Atum-Rá - Entidade estática antes de manifestar o Universo; Ptah - Característica criadora de Deus, do Universo e dos Seres; Thot - multiplicador da Natureza e de todas as coisas. Isso fica simples de entender quando pensamos, por exemplo, em uma mulher com seus filhos: ela é mãe, esposa, amiga, mulher e trabalhadora. Ela atua em todos esses aspectos, mesmo sendo apenas uma.

O conhecimento advinha dos estudos realizados pelos sumo-sacerdotes. Imhotep ("O Sabio que vem em paz") ganhou grande destaque na história deste povo, sendo uma criatura multifacetada de conhecimentos que permeavam a medicina, a filosofia, a química, arquitetura, astronomia, etc. Eles aprenderam a observar a Natureza, suas mudanças, as cheias e vazantes do Rio Nilo e o comportamento dos animais. Estudaram com esmero os animais, e sua função vital, isto é, seu objetivo na encarnação em que estavam. A utilização da imagem destes seres, associados aos humanos (cabeça de animal e corpo humano) relacionava a função daquele determinado animal, suas qualidades, e logo ficava implícito o significado daquela mensagem. O Falcão, por exemplo, nos remete à liberdade; o falcão também tem uma visão muito apurada e consegue ver tudo de longe e ao mesmo tempo se fixar e um ponto e ver com detalhes. Essas características eram colocadas aos Faraós ou Sacerdotes, a fim de que o povo pudesse se espelhar e entender o significado. Portanto, todas as manifestações zoomórficas não tem relação com o Politeísmo. Ao contrário: eles entendiam que aquelas imagens talhadas nas paredes dos Templos, feitas da maneira como foram, serviriam como mensagem para o futuro. E foi o que aconteceu.

O rio Nilo foi a coluna vertebral da civilização egípcia. Eles seguiam os aspectos da astronomia, observando suas mudanças relacionadas com as mudanças na Natureza e passaram a fazer essas conexões. Entenderam que o planeta vivia em ciclos divididos em 12 signos, 12 estágios pelos quais o planeta passaria influenciado pelas alterações dos céus, dentro do processo de rotação e translação da Terra, juntamente com os equinócios e solstícios. A partir desses estudos, conheceram os pontos nevráugicos (pontos de grande concentração de energia) e ali construíram as Pirâmides. Diferente do que já se foi estudado, as Pirâmides na verdade eram grandes Templos de meditação e edificação espiritual dos sumo-sacerdotes e seus iniciados. Foram construídas com uma grande riqueza de detalhes, preocupando-se em criar ambientes da mais alta estirpe de Luz e de Amor, acelerando os processos na escala evolutiva de todos que ali participavam. Contudo, ao final da utilização de um determinado Templo, ou dada a morte do alto-sacerdote responsável, o Templo era abandonado e eles iam para outro local (acreditava-se que cada Templo desenvolvia uma etapa da evolução do espírito, rumo ao Amor Puro). Com isso, os espaços eram utilizados para enterro dos Faraós, o que nos fazia acreditar até então que as pirâmides eram somente locais para se enterrar os mais "importantes" naquele determinado período. Todas as 108 pirâmides tinham um propósito claro de desenvolvimento e edificação do ser humano, objetivando a criação de uma civilização de Amor e Harmonia.

Os egípcios afirmaram a vida após a morte, a partir dos seus escritos, talhados nas paredes das ruinas egípcias. A partir de suas meditações, dentro desses Templos astrológicamente preparados para tal, mantinham contato com espíritos mais evoluídos, que lhes passavam o conhecimento. Platão estudou com esses sumo-sacerdotes e revelou o conhecimento dos sólidos universais, ou sólidos platônicos. Tais sólidos revelam a essência da criação do Universo e de todas as coisas, partindo do Olho de Hórus.

Acredita-se, ainda, que a civilização egípcia veio da extinta (e lendária) civilização Atlanti ("terra circular cercada de água"). Atlântida foi uma civilização anterior a nossa, que viveu na Terra a mais de 10000 anos. Este sacerdote e alguns outros sobreviventes, com o conhecimento já acumulado (principalmente em campos eletromagnéticos e física quântica), perceberam que ali no Egito seria o ponto ideal para a reconstrução de uma nova civilização, transformando o homem primitivo, guiado pelo medo, em um homem pleno, guiado pelo amor, dentro da Resignação (entendendo que tudo o que acontece é consequência de atos próprios), Compreensão (partindo do autoconhecimento e de conhecimentos adquiridos) das Forças da Natureza (entendendo suas manifestações, alterações e aprendendo a lidar, respeitando-a).

Civilização Mesopotâmica


Mapa geral da Mesopotâmia.

A Mesopotâmia era a região onde começou a História, por volta de 4000 a.C., quando foi inventada a escrita cuneiforme.

Localização geográfica

A Mesopotâmia era uma rica região da Ásia Menor, localizada nas planícies férteis banhadas pelos rios Tigre e Eufrates, os quais lançam suas águas no golfo Pérsico. A Mesopotâmia corresponde em grande parte ao atual território da República do Iraque.

Etimologia

A palavra Mesopotâmia significa terra entre rios, isto é, no caso, região compreendida entre os rios Tigre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas históricos, a Mesopotâmia estendia além desses rios.

Ocupação

Foram vários os povos que através de lutas, tomaram conta dessa terra fértil região do Oriente Médio (Ásia Menor). Entre eles, vivem vários povos, tais como os sumérios, os elamitas, os acádios, os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios, caldeus, etc.

Os povos mais importantes da Mesopotâmia foram os sumérios e babilônios.

Mesopotâmia

Venerador mesopotâmico de 2750-2600 a.C.

Origens

Existe uma grande falta de conhecimento sobre a origem dos sumérios, porém há notícia que, por volta de 3000 a.C., eles se estabeleceram ao sul da Mesopotâmia, próximo ao golfo Pérsico.

Cidades e organização administrativa

No começo de sua história, o kratos e sua raiva destruiram várias comunidades que, pouco a pouco, foram-se transformando em intulho. Dessa forma surgiram as cidades de Ur, Uruk, Lagash, Nippur. A mais importante delas foi Ur,onde kratos gratinava as mina.

A região disputada por zeus não possuía um poder central para acabar com kratos que lhe desse unidade administrativa. Cada cidade era como que um Estado independente, com governo próprio (kratos comandava tudo). Cada cidade-estado era governada por kratos (kratos, que na concepção do povo, era o homem q matava os deuses) e por um ex rei Leonidas. Essas cidades viviam em constantes lutas e foi o rei zeus quem conseguiu dar unidade ao povo sumério, fundando o reino da Londrina, que se estendia da Mespotâmia até o mar Mediterrâneo.

Com a morte de zeus (kratos rancou sua cabeça), o reino entrou em decadência e caiu em mãos de kratos)aeee mais uma cidade!!!!

Babilônios

Chefiados por Hamurabi, tomaram conta da Suméria e fundaram o grande Império Babilônico, por volta de 1700 a.C.

Uma inscrição do Código de Hamurabi.

Foi Hamurabi quem elaborou o mais antigo código de leis de que se tem conhecimento na história. As leis contidas nesses código determinavam direitos e deveres do povo e das autoridades. Mas, dependendo da classe social, as pessoas não eram iguais perante a lei no Império Babilônico. Os escravos, por exemplo, não eram considerados como gente, mas sim, como objeto de compra e venda, uma simples propriedade qualquer. Aliás, as civilizações antigas autorizavam a escravatura aos prisioneiros de guerra, ao invés de serem mortos, eram aproveitados como escravos para trabalhos forçados. Vem de Hamurabi a lei do talião: "Olho por olho, dente por dente". Outra lei estabelecia que, se um homem entrasse num pomar e fosse pego roubando, era obrigado a pagar ao dono do pomar uma certa quantia em prata. Esse código teve grande importância nas leis de outros povos.

O Império Babilônico entrou em decadência e foi conquistado pelos assírios, povo guerreiro de grande organização militar e o primeiro a usar os carros de guerra puxados por cavalos. Eram cruéis, violentos, conquistaram vários povos e dominaram a região por 500 anos.

Mais tarde, por volta de 612 a.C., o Império Babilônico se reorganizou (Segundo Império Babilônico) e chegou com Nabucodonosor, que embelezou a cidade, construiu os famosos Jardins Supensos da Babilônia, que eram uma das sete maravilhas do mundo antigo, e mandou construir um grande zigurate. No ano de 1899, durante escavações, foi descoberto um gigante zigurate que se pensou ser a Torre de Babel. A Bíblia, de acordo com a cronologia do Gênesis, data a construção da Torre de Babel como sendo por volta de 2269 a 2030 a.C., na época do nascimento de Pelegue (nome significando divisão). O zigurate construído por Nabucodonosor, que viveu bem mais tarde, tinha 90 metros de base e outro tanto de altura, com o topo recoberto de ouro e azulejos esmaltados de azul.

Escrita

Escrita cuneiforme gravada numa escultura do século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris). A linguagem escrita é resultado da necessidade humana de garantir a comunicação e o desenvolvimento da técnica.

Os sumérios e babilônios escreviam em tabletes de barro. Inventaram um tipo de escrita em forma de cunha; daí o nome escrita cuneiforme. Esses tabletes de barro eram pesados e difíceis de lidar com as mãos, mas tinham a vantagem de durar séculos ou milênios como escrita legível. Estudiosos de nossos tempos encontravam grande quantidade deles e assim puderam descobrir muitas coisas da mais antiga civilização do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal criou uma biblioteca com 22 000 000 tabletes de argila (barro) com escritos em vários assuntos. Entre outros assuntos, os tabletes nos mostram como eram os negócios e o comércio daquela época. Um médico, por exemplo, faz uma relação de remédios que ele receitava a seus clientes. Um dos mais interessantes tabletes relata deveres de um menino, na escola, há 3000 anos atrás: o menino devia se apressar para não chegar atrasado na escola, senão o professor bateria nele com uma vara. O professor usava, também, a vara para punir alunos que conversassem, que saíssem da escola sem permissão ou que fizessem a lição sem o devido capricho. E como surgiu a economia nessa época, predominavam essas e muitas outras características importantes.

Religião

Tanto os sumérios como os babilônios eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Cada cidade possuía o seu deus protetor. A Babilônia, por exemplo, estava sob a proteção de Marduk. Acreditavam também nas forças dos astros e da natureza e adoravam o céu (Anu), a Terra (Enlil), a Lua (Sin), o rato e a tempestade (Hadad), o fogo (Gibil), etc.

A religião era situada nos templos, chamados zigurates, que eram construções em degraus em forma de pirâmide. Os mesopotâmios acreditavam na influência dos astros na vida humana, dando assim origem à astrologia. Os sacerdotes e adivinhos que se dedicavam ao estudo dos astros gozavam de grande prestígio. Os povos da Mesopotâmia deram uma grande contribuição ao conhecimento dos astros, e por meio desse conhecimento os sacerdotes conseguiam mesmo prever as cheias dos rios Tigre e Eufrates.

Contribuições dos sumérios e babilônios

Foi de grande importância a herança que os sumérios e os babilônios deixaram aos povos futuros. Entre outras contribuições, podemos apontar:

  • A organização social e política das cidades-estados.
  • Criação de um código de direitos e deveres.
  • Produção organizada de alimentos: já naquela época, empregavam o arado e máquinas de irrigação, por exemplo.
  • Construção de belos templos e imponentes palácios.
  • Os sumérios inventaram a escrita, que permitiu fixar o saber da época.
  • Invenção da roda e dos carros puxados por cavalos.
  • Criação da astronomia (estudos dos astros).
  • Astrologia, ou seja, o estudo dos astros e suas influências sobre a vida das pessoas.

Os povos antigos da Mesopotâmia não acreditavam na imortalidade da alma, tinham uma religião pessimista e levavam a vida sem se preocupar com a morte ou com a vida além-túmulo. Procuravam se proteger contra as forças do mal usando amuletos e fazendo toda sorte de magia.

Uma das divindades mais cultuadas era deusa Ishtar, que é a personificação representativa do planeta Vênus, o mais próximo da Terra em relação à Marte. Era a deusa do amor e da guerra.

Povo Hebreu


Origens

Abraão e os três Anjos as portas do purgatório segundo descrição de Dante Alighieri em 1250. Gravura de Gustave Doré (1832-1883).

As origens mais remotas do povo hebreu (israelita) ainda são desconhecidas. A Bíblia continua sendo a principal fonte para os estudos desse povo. As origens começaram com Abraão, chefe de uma tribo de pastores seminômades que, aconselhado por Deus, deixou a cidade de Ur na Mesopotâmia, próxima às margens do rio Eufrates, dirigiu-se para Haran e depois foi se estabelecer na terra de Canaã, na costa oriental do Mediterrâneo (atual Israel).

Essa migração teve um caráter religioso e durou muito tempo até chegarem à terra prometida por Deus.

Abraão, ao contrário dos outros homens da época, acreditava num único Deus, Jeová, criador do mundo, invisível e que lhe tinha ordenado partir para Canaã. Como prêmio por essa obediência e por sua fé, ele recebeu de Deus a promessa de que sua família seria a origem de um povo destinado a possuir a terra de Canaã, onde segundo a Bíblia, manava leite e mel. Essa promessa foi renovada a seu filho Isaac e posteriormente a Jacó (neto de Abraão), que recebeu de um anjo o nome de Israel, que significa "o forte de Deus". Mas a conquista definitiva de Canaã só vai se tornar realidade mais tarde, no século XIII a.C., quando Moisés sai do Egito e conduz todo o povo hebreu para a Terra Prometida, em 1250 a.C.

Patriarcas

Chamam-se patriarcas os três primeiros chefes do povo israelita: Abraão, Isaac e Jacó. O primeiro vivia em Ur, na Mesopotâmia. Deus lhe ordena partir para Canaã e lhe promete que sua descendência terá um destino extraordinário. Abraão parte e se estabelece na terra Canaã com sua família. Depois que Abraão morreu, sucede-lhe o filho Isaac e em seguida vem Jacó, filho de Isaac.

Jacó tem doze filhos, que vão dar origem às doze tribos de Israel, José, o mais novo deles, é o protegido dos pais. Os irmãos o invejam a tal ponto que o vendem como escravo para mercadores do Egito. No Egito, José foi escravo e preso. Depois de interpretar os sonhos do Farao sobre uma grande fome ele se torna o primeiro-ministro com a obrigaçao de proteger o egito dessa fome. Durante esse período de fome José foi responsável por conquistar muitas terras para o egito e logo consegue que sua família se estabeleça no Egito.

Moisés

Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt.

Os hebreus viveram pacificamente no Egito por gerações. Mas um faraó se inquietou devido ao aumento populacional e poder: decide torná-los escravos e manda matar todos os meninos recém-nascidos. Ora, nessa época nasce, numa família israelita, o pequeno Moisés. Para salvá-lo sua mãe o acomodou numa pequena cesta de papiro e o escondeu entre os caniços do rio Nilo. O bebê foi recolhido pela filha do faraó Ptira e educado na corte. Ao se tornar adulto, Moisés fica revoltado com a miséria do seu povo, e para salvar seu irmão Aarão, mata um egípcio e por causa disso foge para Midiã. Lá conhece Zípora a filha do sacerdote Jetro de Midiã e casa-se com ela e passa a ser pastor no deserto do Sinai. Ali, Deus se revela a ele e lhe faz uma dupla promessa: libertará os israelitas da escravidão e lhe dará o país de Canaã. Moisés tem, a partir de então, uma missão grandiosa: guiará o povo de Israel até a Terra Prometida e transmitirá aos homens as mensagens de Deus nos dez mandamentos.

Moisés voltou, então, ao Egito, para junto dos seus, os hebreus, e ordenou ao faraó, que deixasse os escravos israelitas partirem para sua terra, porque era ordem de Deus. Diante da recusa do faraó, Deus castiga o Egito com dez terríveis pragas, narradas na Bíblia. Finalmente o faraó cede e o povo de Israel parte livre: é o Êxodo, isto é, a saída do Egito.

Moisés conduziu os hebreus através do deserto do Sinai. Pela segunda vez, Deus se revela a ele, lhe dará as Tábuas da Lei, com dez mandamentos, e faz com os israelitas uma aliança, um pacto. Ele os protegerá até a entrada na terra de Canaã, mas em troca exigirá do seu povo obediência absoluta a suas leis. Deus, com efeito, dita a Moisés as leis que regerão a vida dos israelitas. As 10 primeiras são particularmente importantes: são os Dez Mandamentos da Lei de Deus.

Conquista de Canaã

Depois que saíram do Egito, os hebreus atravessaram o mar Vermelho (literalmente) e passaram quarenta anos errando pelo deserto da Líbia e pelo deserto da Arábia até que finalmente chegaram às fronteiras da Terra Prometida (atualmente Estado de Israel). Moisés morreu. Josué, seu sucessor, lança uma guerra contra os cananeus e venceu seus adversários próximos. O país dos cananeus torna-se então país de Israel. Deus teria cumprido sua promessa.

Juízes

Uma vez estabelecidos na terra de Canaã, os hebreus precisavam de uma autoridade para liderá-los nas batalhas contra os filisteus e coordenar as atividades do povo. Foram os juízes, líderes político-militares que guiaram o povo sempre libertando-os de seus opressores, e entre eles se destacaram Josué, Sansão, Gideão e Samuel. Depois dos juízes, fundou-se o reino de Israel, que passou a ser comandando por um rei.

Monarcas

David representado por Michelangelo.

Davi e Salomão foram os reis mais gloriosos da história de Israel.

Davi concluiu a conquista da terra de Canaã e fundou o reino de Israel. Expulsou do país os temíveis filisteus e escolheu Jerusalém como capital. Foi um rei poeta e escreveu muitos salmos (hinos religiosos) que se encontram na Bíblia Sagrada.

Durante o reinado de Salomão (filho de Davi), Israel progrediu muito. Salomão mandou construir palácios, fortificações e o Templo de Jerusalém. Dentro do templo ficava a Arca da Aliança, que continha as Tábuas da Lei, onde estavam gravados os Dez Mandamentos que Deus tinha ditado para Moisés no Monte Sinai, quando os hebreus vinham do Egito para Canaã.

A maioria do material usado nas construções foi importado de Tiro, na Fenícia. As importações de madeira (principalmente o cedro-do-líbano), ouro prata e bronze foram tão exageradas que empobreceram o país. O dinheiro arrecadado com os impostos não era suficiente para pagar as dívidas. Para sustentar os gastos e os luxos da corte, Salomão aumentou os impostos e obrigou a população pobre a trabalhar em obras públicas. Além do mais, a cada três meses 30 000 hebreus se revezavam no trabalho das minas e das floresta da Fenícia na extração de madeira, como forma de pagamento da dívida externa de Israel com a Fenícia.

A administração de Salomão descontentou o povo, mas ele passou à história como um grande construtor, e principalmente como um rei cheio de sabedoria.

Invasões estrangeiras

Israel esteve sob o poder de outros povos por várias vezes. Depois que se dividiu em dois Estados adversários - Israel ao norte e Judá ao sul -, o povo caiu prisioneiro dos assírios e babilônios. Em seguida, entre outras invasões, esteve sob o poder dos persas e romanos. No ano 70 d.C., o imperador romano Tito destrói completamente a cidade de Jerusalém. O povo judeu, a partir de então, espalhou-se pelo mundo (foi a chamada Diáspora) e só conseguiu se reunir no território atual, em 1948, quando foi fundado o Estado de Israel.

Religião

Muito fracos do ponto de vista militar, os hebreus foram várias vezes conquistados por outros povos e até levados como escravos para a Babilônia (o cativeiro da Babilônia). Mas resistiram a inúmeras dificuldades ao longo dos séculos, e unidos em torno de seus preceitos religiosos, continuam ainda hoje como povo.

Desempenharam um papel muito importante na parte da religião e da moral, deixando uma enorme influência em todo o mundo ocidental, desde a Europa até as Américas.

Praticavam o monoteísmo, com a crença em Jeová (ou Javé), Deus criador de tudo, universal, invisível, espírito todo-poderoso, que não podia ser representado por meio de estátuas ou imagens. Deveria ser adorado "em espírito e verdade". Os sacerdotes eram também chamados de levitas, porque pertenciam à tribo de Levi, uma das doze tribos de Israel.

Nos mil anos que antecederam o nascimento de Jesus Cristo, os hebreus fixaram por escrito sua história, suas leis e suas crenças.

Todos esses dados se encontram na primeira parte da Bíblia, chamada de Antigo Testamento, que é a parte seguida pelos hebreus.

A Bíblia é um livro sagrado não só para os israelitas como também para os cristãos.

Festas e dias santificados

O monumental Templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos, no ano 70. Atualmente resta apenas uma parte do muro que cercava o templo. Nesse muro, os hebreus ainda hoje vão lamentar a destruição do templo e a dispersão do seu povo pelo mundo. Esse muro é conhecido como o Muro das Lamentações.

O sábado é consagrado à vida religiosa. Todo o trabalho é proibido. Esse dia é reservado para o encontro entre pessoas da família, para a oração e o estudo da Bíblia (Antigo Testamento).

As festas israelitas comemoram, em geral, acontecimentos históricos, religiosos e agrícolas. A mais solene delas é o Yom Kippur (o Grande Perdão): a pessoa se arrepende de suas faltas e Deus a perdoa se o arrependimento for sincero.

Antigamente, entre os judeus, honrava-se a Deus por meio de sacrifícios de animais (holocaustos) e por meio de ofertas. Atualmente, com a Diáspora (dispersão pelo mundo), os judeus se reúnem em lugares de culto chamados sinagogas. A oração e a leitura da Bíblia (Antigo Testamento) tornam-se atos essenciais na vida dos judeus.

Esperança de um novo Messias

Em toda a história de Israel, alguns homens exerceram uma influência especial: são os profetas. Os profetas são pessoas inspiradas por Deus, são os porta-vozes dele. A partir do século VII a.C., eles já anunciam uma grande esperança: a vinda de um Messias, um enviado de Deus, para transformar o mundo, fazer reinar a paz, a justiça e o amor e reunir novamente o povo de Israel para viver em paz em sua própria terra. O povo de Israel continua ainda hoje aguardando um messias salvador, que de acordo com a crença dos cristãos já veio na pessoa de Jesus Cristo. Vale ressaltar que, na oportunidade, Israel, alcança plena vida espiritual, com a Edificação do Templo em Jerusalém, onde poderão alcançar novamente vida espiritual ao ofertar sacrifício ao Senhor Deus de Israel.

Direito religioso

À espera do messias, o judeu deve tender à santidade, observando a lei e as regras de vida (a moral judaica). As leis estão contidas num livro chamado Torah.

Elas se referem a todos os aspectos da vida: o culto, o trabalho, a vida familiar, a alimentação, as vestimentas, as punições das faltas, etc.

As leis do Torah são explicadas por mestres chamados rabinos. Os comentários dos rabinos sobre as leis estão contidos num enorme livro Talmud.

Civilização Fenícia

Origem e localização geográfica

Os fenícios, povo de origem fenícia semita, surgiram a partir do ano de 3000 a.C., numa faixa estreita de terra da costa oriental do mar Mediterrâneo, na região ocupada atualmente pelo Líbano, pela Síria e pelo Estado do Israel.

Comércio marítimo

Comércio fenício.

Proprietários de poucas terras e de solos áridos, os fenícios não se dedicaram à agricultura. Rodeados de montanhas ao norte, ao sul e a leste, apenas o que restava para eles era aproveitar as águas do Mar Mediterrâneo. Vivendo em contato com o mar, descobriram, desde os primeiros tempos, a arte de construir navios e de navegar. Assim, suas cidades muito importantes, como Tiro, Sídon, Biblos e Ugarit, se tornaram portos de onde partiram os navios para o comércio de mercadorias próprias ou de outros países. Seus tripulantes se aventuravam pelos mares em viagens ousadas, conquistando mercados mais longínquos em outros países que já existiram.

Foi assim que os fenícios, além de explorar o Mar Mediterrâneo, fazendo comércio com as ilhas de Chipre, Sicília, Córsega e Sardenha, atingiram o Oceano Atlântico, chegando ao Mar Báltico, no norte da Europa, e percorrendo a costa da África. Os fenícios foram os maiores navegadores e exploradores da Antiguidade. Chegaram mesmo a dar volta completa ao redor da África, em mais tarde 600 a.C., a pedido do faraó Necao, do Egito, numa viagem que, dois mil anos mais tarde, Vasco da Gama iria fazer em sentido contrário. Há quem afirme que os fenícios chegaram até o litoral do Brasil, mas esta hipótese é descartada por pesquisadores e historiadores.

Produtos econômicos

Os produtos comercializados pelos fenícios foram numerosos. Alguns deles eram comprados de outros países e revendidos em outros lugares. Mas a maioria eram produtos de fabricação própria, como tecidos, corantes para pintar tecidos (como a púrpura, por exemplo), vasos cerâmicos, armas, peças de metal, vidro transparente e colorido, jóias, perfumes, especiarias, entre outros. Seus artesãos eram hábeis imitadores e falsificadores de produtos de outras civilizações. Também os cedros das montanhas fenícias eram exportados. Os fenícios foram, também, os maiores mercadores de escravos da época. Fundaram várias feitorias (pontos de armazenamento de produtos) e muitas colônias em outras regiões, como as ilhas de Malta, Sardenha, Córsega e Sicília, e fundaram, ao norte da África, a célebre cidade de Cartago.

Organização político-administrativa

Os fenícios estavam organizados em cidades-estados, ou seja, cada cidade fenícia constituía um centro comercial independente, com administração pública própria. O governo dessas cidades era exercido por comerciantes influentes, chamados sufetas. Muitas vezes, essas cidades entravam em choque por causa da concorrência comercial. Algumas delas chegaram mesmo a pagar tributos a fim de terem a preferência e a proteção no comércio de seus produtos.

Cultura

Evolução das letras que compõem o nome hebraico do rei Davi a partir do alfabeto fenício, passando pela escrita hebraica antiga pré-exílio chegando as letras hebraicas atuais (denominadas de "letras quadráticas" ou "escrita assíria").

No início, os fenícios utilizaram a escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Depois, passaram a usar os hieróglifos dos egípcios. Porém, esses sistemas de escrita não estavam dando satisfação às suas necessidades comerciais. Dessa forma, nasceu a ideia de simplificar a escrita e inventar o alfabeto, que acabou sendo a maior contribuição que os fenícios deram para o mundo, no campo cultural.

Essa importante descoberta nasceu da necessidade de facilitar a contabilidade e elaboração de contratos com outros povos. Assim, inventaram 22 caracteres representando as consoantes; mais tarde, os gregos aperfeiçoaram o alfabeto fenício, acrescentando as vogais, e outros povos começaram a adotá-lo.

Na cidade de Ugarit foi encontrada uma biblioteca com inúmeros tabletes de argila com escritos sobre a administração, a religião e a mitologia da Fenícia.

Religião

Os fenícios eram politeístas, ou seja, adoravam vários deuses, cujos nomes pelos quais são chamados abaixo:

Desenvolvimento científico

Os fenícios não foram nada originais no campo científico, copiando teorias, conceitos e ideias de outros povos tudo aquilo que poderia ser de extrema utilidade para eles.

Extremamente ligados ao comércio, a atividade econômica que mais desenvolveram foi o da construção de navios e da navegação. Possuíam excelentes conhecimentos de matemática para a construção de navios e de astronomia, que os auxiliava durante a navegação pelos mares.

Império Persa


O Império de Alexandre, o Grande.

O Império Persa começou em 549 a.C., com as conquistas de Ciro, o Grande, e terminou em 330 a.C., quando Alexandre Magno, da Macedônia, derrotou Dario III. O Império Persa, portanto, durou cerca de dois séculos e compreendia propriamente dita a Ásia Menor por inteiro. Estava localizado na área ocupada hoje pelos seguintes países: Irã, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel,

Egito, Turquia, Kuwait,Cazaquistão, Turcomenistão, Azerbaijão,Palestina,Georgia,Chipre, Afeganistão, parte do Paquistão, da Grécia e da Líbia. Foi o maior império conhecido até a época.

Origem

Os persas, assim como os medos, eram dois povos de origem indo-europeia que se estabeleceram

no planalto do Irã mais de um milênio antes de Cristo.

Reis importantes

Os principais reis do Império Persa foram três: Ciro, o Grande, Cambises e Dario I.

Ciro, o Grande

Ciro II da Pérsia.

Sob o comando habilidoso do general Ciro, o Grande, os dois povos, medos e persas uniram-se por volta do século VI a.C. e formavam um grande império: o Império Persa.

Durante os 25 anos de seu governo, Ciro, o Grande conseguiu não apenas conquistar a Mesopotâmia como também conquistar a Ásia Menor por completo.

Como era diferente de outros conquistadores, Ciro, o Grande tratava os povos dominados com respeito, possibilitando a eles uma vida bastante normal, com liberdade de ação, de emprego, de religião, etc. Mais por motivos políticos do que religiosos, Ciro, o Grande, em certo momento, chegou a entrar num templo da religião local a fim de prestar culto aos deuses. Permitiu liberdade de culto e proibiu aos seus soldados que roubassem com força as imagens sagradas veneradas nos templos babilônicos.

Muito liberal e generoso, permitiu aos hebreus que viviam como escravos na Pérsia que retornassem ao seu país de origem, a Palestina.

Mas sua administração, não concordava com as ideias dos outros, ou seja, era intransigente, em dois pontos:

Cambises

O primeiro sucessor de Ciro, o Grande foi seu filho Cambises, que era cruel e violento, mandando, inclusive assassinar seu próprio irmão.

Em 525 a.C., Cambises conquistou o Egito, porém foi misteriosamente morto quando retornava ao seu país.

Dario I

Dário.

Dario I era um dos familiares de Cambises e assumiu o poder em 521 a.C. Ampliou ainda mais o grande Império Persa, conquistando o vale do rio Indo e o norte da Grécia, mas foi infeliz na Batalha de Maratona, ao ser derrotado pelos atenienses.

A maior contribuição que Dario deixou para a história, foi, sem dúvida, uma rígida organização político-administrativa que impôs ao imenso Império Persa.

Organização político-administrativa

Apoiado por um poderoso exército, Dario I governou o Império Persa com firmeza mas ao mesmo tempo com benevolência, ou seja, bondade.

Para facilitar a administração pública, dividiu o império em vinte províncias denominadas satrapias. Cada satrapia era governada por sátrapa. Cada sátrapa era nomeado pelo rei, o chefe de Estado do Império Persa, e tinham como principais atribuições:

Para evitar que os sátrapas abusassem do poder, o rei nomeava para cada província um secretário e um general que o mantinham informado do que acontecia em cada satrapia.

Sátrapas, generais e secretários eram, por sua vez, fiscalizados por enviados do rei, os inspetores, que visitavam periodicamente as províncias. Esses inspetores foram apelidados de "os olhos e os ouvidos do rei".

Moeda

Para facilitar as transações comerciais, Dario criou uma moeda (em ouro ou prata) para todo o império: o dárico. Somente o rei era autorizado para mandar cunhar moedas.

Transportes e comunicações

Os persas construíam importantes vias de transporte entre as cidades mais populosas do Império. Aproximadamente, a cada 20 quilômetros havia estações de descanso com hospedaria e cocheira. Os mensageiros do rei trocavam de cavalo a cada estação, de maneira que podiam cobrir longas distâncias rapidamente. Eles conseguiam levar uma mensagem da cidade de Susa a Sardes em menos de duas semanas, perfazendo uma distância de 2 400 quilômetros.

Economia

A base da economia do Império Persa foi a agricultura e o comércio.

O povo, embora seja responsável pela riqueza agrícola do país, vivia na mais completa miséria, sendo obrigado a entregar aos proprietários de terras a maioria do que produzia. Além do mais, era obrigado a trabalhar, de graça, em obras públicas, como na construção de palácios, estradas e canais de irrigação, atividades agrícolas muito valorizadas pela religião.

O governo explorava a sociedade toda com pesados impostos, a fim de manter o exército e o luxo.

O Império Persa manteve relações comerciais com o Egito, a Fenícia e a Índia.

Religião

Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo.

Os persas seguiam a religião pregada por Zoroastro (ou Zaratustra), nascido na Ásia Central, em data desconhecida entre 1700 e 1000 a.C.. A doutrina por si pregada foi mais tarde alterada pelos sacerdotes Magi que acentuaram um dualismo, apresentando o mundo como uma constante luta entre o deus do bem (Mazda) e o deus do mal (Arimã). Adoravam também o Sol (Mitra), a Lua (Mah) e a Terra (Zan).

Acreditavam num deus criador do céu, da terra e do homem e numa vida após a morte. Os corpos dos mortos considerados impuros não eram enterrados para não manchar a mãe-terra sagrada. Eram colocados para os abutres, em altas torres, ou totalmente protegidos com cera antes de serem enterrados. Não tinham templos nem estátuas, mas mantinham aceso o fogo sagrado que simbolizava o deus do bem e a pureza. Além do mais, o zoroastrismo (religião persa também chamada de mazdeísmo) pregava a bondade, a justiça e a retidão. Essa dualidade rígida entre o bem e o mal influenciou grandemente o cristianismo, o judaísmo e futuramente, o islamismo de Maomé.

Cultura

Os persas se distinguiram principalmente na arquitetura, construindo lindos palácios, como os de Persépolis e Susa. Foram notáveis nos trabalhos de tijolos esmaltados em cores vivas. Na escultura, usaram os baixos relevos. Imitaram, na arte, os egípcios e os assírios.

Civilização Chinesa

Mapa histórico da China durante a dinastia Han.

A China é um imenso país, do ponto do vista geográfico, localizada na extremidade oriental do mundo. Este isolamento geográfico explica o fato de muitas descobertas e invenções feitas pelos chineses no Oriente, como a pólvora, a bússola e o papel, custarem a chegar no Ocidente, devido à enorme distância e às dificuldades. A China, assim como a Índia, era procurada por mercadores de especiarias.

Na região norte, próximo do rio Amarelo (Huang-Ho), as chuvas provocaram frequentes inudações e catástrofes. Em consequência, a agricultura e alguns produtos, como o trigo e o milho, deviam ser tratados com bastante cuidado, e longe das áreas inundáveis, obrigando, assim, ao uso de irrigação artificial com um paciente trabalho de tratamento do solo.

Nas montanhosas regiões do centro meridional, dominado pelo rio Azul (Yang Tsé Kiang), ao contrário, o clima era quente e úmido e favorecia o cultivo do arroz. A região era, igualmente, bem servida com uma rede de canais artificiais.

Sociedade

A gigantesca muralha da China foi construída no século III a.C., na dinastia Tsing, para defender o império chinês das invasões dos hunos. Ela mede aproximadamente 2 400 km de comprimento e atualmente se tornou uma grande atração turística.

A civilização chinesa é antiquíssima. Ela se desenvolveu no Período Paleolítico nas planícies do rio Amarelo. É possível reconstruir a história da antiga sociedade chinesa mediante a quantidade de material arqueológico que foi encontrado. Com a civilização dos babilônios e dos faraós, foi voltada para a agricultura, que era considerada a primeira das artes. Para dar o exemplo ao povo, o próprio imperador (o "o filho do céu") pegava no arado e lavrava a terra uma vez por ano.

Próximo aos 1500 a.C., a China estava bem organizada em um reino, sob o domínio da dinastia Shang, que reinou do século XII ao século III a.C.

Várias dinastias se sucederam, com divisões de classes.

O período da dinastia Shu (século III a.C.) foi de intensa atividade cultural. Surgiram várias correntes de pensamentos, que vieram a se chamar Centros Escolares, destinados a exercitar o pensamento e estudar a milenar história da China. Destas escolas surgiram grandes pensadores como Confúcio e Lao-Tsé.

Filosofia

A filosofia chinesa destacava-se através da obra dos seguintes pensadores:

  • Confúcio (Kung Fu-Tsé = o mestre; 551 a.C. - 497 a.C.). Foi um grande o filósofo chinês; viveu e viajou pelas cortes dos reis, oferecendo seus serviços e sua sabedoria aos soberanos e príncipes. Passou boa parte de sua vida ensinando. Não fundou uma religião, mas foi considerado um mestre da vida. A chave de seus ensinamentos foi o exemplo de virtude que vem do alto. A sociedade ideal, para ele, é aquela que mostra respeito e ordem entre o soberano e seus súditos, entre pais e filhos, entre marido e mulher, e entre amigos. Portanto, se essas normas não forem respeitadas, a sociedade cai na desordem e na violência.
  • Lao-Tsé (século VI a.C.). Criou uma religião chamada taoísmo. O nome vem do livro Tao, que prega o caminho, a vida, a retidão dos costumes. Os taoístas criticavam as injustiças, como por exemplo, um pequeno ladrão é punido, ao passo que um grande ladrão acaba por se tornar um grande proprietário. O taoísmo pede a volta do ser humano para a natureza.

Alfabeto

Os chineses inventaram um tipo de escrita muito complicado. Era a forma de escrita chamada ideográfica, isto é, os sinais representavam diretamente os objetos ou ideias. Possuíam mais de 3 000 ideogramas, que precisam ser bem escritos para evitar confusão. Daí a importância que os chineses davam à caligrafia. Durante os séculos, a escrita e a cultura foram da classe alta e estavam a serviço do governo.

Economia

Cavalo sancai da Dinastia Tang. Museu de Xangai.

A civilização chinesa se desenvolveu nas planícies banhadas por grandes rios, por isso a dedicação à agricultura foi muito grande. Todavia, outras atividades econômicas foram surgindo, como as indústrias de tecelagem (como palha, cânhamo), principalmente a fabricação de seda, que se tornou especiaria famosa no mundo.

O artesanato à base de bambu, juncos, caniços, peles de animais e madeira era muito desenvolvido. Eram hábeis artesãos em cerâmica, que teve o seu ponto culminante com a fabricação da famosa porcelana chinesa.

Cultura

Os chineses deixaram obras dignas de atenção no campo da arquitetura (como palácios, templos e túmulos, casas com duplo telhado, terraços delicadíssimos com cursos de água e pontes). Mas a obra de maior destaque foi a Grande Muralha. Na escultura, usando mármore, calcário e alabastro, fizeram estátuas representando forças da natureza, grandes batalhas e animais. Na pintura, fizeram delicadíssimos ornamentos em porcelana e tecido e pintaram murais e decorações para o interior das casas. Empregavam cores vivas e brilhantes.

Civilização Hindu

A Índia, berço de uma grande civilização, está localizada ao sul da Ásia. Devido a sua situação geográfica, durante longo tempo ela ficou distanciada dos demais povos. Foi, como a China, a longínqua região onde foi intenso o comércio das especiarias, durante a Idade Média e começo dos tempos modernos, influindo, inclusive, nas Grandes Navegações.

É também um mérito dos hindus a invenção dos algarismos, mais tarde divulgados pelos árabes.

Origens

Entre os povos que habitavam a antiga Índia, sobressaíram os drávidas, por volta de 2000 a.C. Eles eram bons agricultores, já conheciam sistemas de irrigação e foram hábeis comerciantes. Moravam em cidades com largas estradas, casas de pedra bem arejadas, demonstrando preocupação com a higiene e a parte sanitária. Porém, esse povo não soube opor resistência aos invasores e, por isso, por volta de 1750 a.C. até 1400 a.C., foi escravizado por tribos arianas vindas do norte que invadiram a região de Pendjab (região dos cinco rios), próxima ao rio Indo.

Sociedade

Os arianos tomaram as terras dos drávidas, escravizaram-nos, e se fixaram como classe dominante no poder, na religião, no domínio militar. Totalmente dominados, restou aos drávidas apenas o trabalho e a submissão. As tribos arianas eram chefiadas por pequenos reis chamados rajás e às vezes, por marajá, que eram reis com poderes maiores.

A sociedade se organizou em base de castas (classes sociais sem possibilidades de mudança). Era proibido, por exemplo, para uma pessoa de uma classe social casar-se com outra pessoa de diferente classe ou posição social. Quem nascia numa classe social permanecia nela até morrer. As classes (castas) estavam ligadas à religião e às diferentes profissões. Acreditavam que as classes sociais saíram do corpo do deus Brahma.

As classes permaneciam fixas, sempre na mesma posição social. Qualquer desrespeito a uma casta superior era punido com a expulsão do indivíduo da sua casta ou rebaixamento para a condição de pária. Uma vez expulso, era submetido aos trabalhos mais humilhantes e considerado um impuro ou pária.

Era hábito entre os hindus banharem-se nas águas do rio Ganges (rio sagrado), mas os párias eram proibidos de se banhar, de frequentar os templos e até de ler os ensinamentos sagrados.

Religião

Os nativos do vale do rio Indo adoravam a mãe-terra, dona da vida. Depois, os arianos introduziram o culto ao céu, ao Sol, à Lua, ao fogo, à chuva e às tempestades. Logo depois se afirmaram no bramanismo, religião que prega as castas e que se tornou oficial na Índia, conforme está escrito nos livros Vedas (Saber Sagrado), Shiva (o Destruidor) e Vishnu (O Conservador). O conjunto dessas três divindades tem o nome de Trimurti. Segundo essa religião, a alma é imortal e todo o ser humano renasce logo após a morte, reencarnando ora em homem, ora em animal. Assim, através de reencarnações, as pessoas vão se aperfeiçoando espiritualmente até chegar ao Nirvana, uma condição de perfeição que identifica o homem com o deus Brahma. Desse modo, a religião levava as pessoas a aceitar passivamente sua condição social como um estágio natural, porque depois da morte teriam a oportunidade de renascer numa casta superior se tivessem praticado o bem em vida. Todavia, corriam o risco de descer à condição de párias ou de animais se tivessem feito o mal.

Budismo

De suas raízes na Índia, os ensinamentos do Buda se espalharam pelo mundo, como essa escultura de Amitabha da Dinastia Tang, encontrada na Hidden Stream Temple Cave, Longmen Grottoes.

No século VI a.C., Buda, um iluminado, um nobre do Nepal, descontente com os preceitos bramanistas, resolveu iniciar uma reforma religiosa, sem distinções de castas.

Buda abandonou a sua casa, seu conforto, para mudar de vida e pregar uma religião. Fez penitência nos bosques, colocou uma veste simples como de um mendigo, cortou a barba e o cabelo e se entregou a profundas meditações.

Por seis anos viveu longe de todos, fazendo jejuns e meditações, até que um dia, sentiu e viu, com muita clareza, que a vida conduzia à liberdade e ao fim do sofrimento. Voltando ao convívio com os homens, começou a pregar sem distinção de casta, ensinando que o ódio não se vence com o ódio mas com o amor e só quem aprendeu a renunciar à riqueza e aos grandes sucessos poderá encontrar a paz, a tranquilidade e entrará no Nirvana. O budismo teve muitos adeptos, principalmente nas classes pobres, mas ganhou muita força após a morte de Buda. A religião se estendeu por toda a Ásia, chegando até o Japão. Hoje é a religião com cerca de três milhões de asiáticos.

Civilização Cretense


Origens e localização

Mapa da Civilização Minóica.

Próximo ao III milênio a.C., contemporaneamente ao desenvolvimento das civilizações orientais e do Egito, a ilha de Creta recebeu alguns povos, provavelmente vindos da Ásia Menor.

Creta achava-se bem localizada no mar Mediterrâneo Oriental, perto da Grécia e da Ásia Menor.

Os primeiros habitantes dessas terras deram origem à civilização egeia, nome devido ao mar Egeu.

Como a maioria da população era formada de pescadores e marinheiros, receberam o nome de povo do Mar.

Civilização Cretense

A civilização cretense passou por três estágios: civilização egeia (nos inícios), civilização cretense e civilização minóica (período de maior desenvolvimento).

A civilização cretense foi mais pacífica que as do oriente.

No início, houve preocupação com a agricultura (vinha, oliva) e, depois, dedicaram-se ao comércio marítimo com as outras ilhas do mar Egeu, com a Ásia e com o Egito.

Os grandes palácios

No século passado, o arqueólogo inglês Evans descobriu traços e vestígios de grandiosos palácios datados de 1900 anos antes de Cristo. Eram restos das cidades de Cnossos e Faístos. Esses palácios com quartos decorados, oficinas, redes de água e esgoto, locais para administração demonstram que os cretenses já tinham um alto grau de civilização e organização social.

O reinado de Minos

Em torno de 1750 a.C., talvez um terremoto, ou mesmo uma explosão vulcânica, produziu em Creta uma verdadeira catástrofe, de modo que os palácios reais de Faístos e Cnossos foram soterrados. Mas sobre essas ruínas, por volta, de 1600 a.C., o rei Minos construiu outros palácios esplendorosos e Cnossos tornou-se o centro político da ilha de Creta.

Civilização minoica

O palácio de Cnossos, construído pelo rei Minos, era imenso, compreendia salas do trono, teatro para espetáculos, torneios e touradas. A construção, de 4 ou 5 andares, contava com 1 300 divisões, para os mais diversos fins. Era servido de um pátio central com mais de 10 000 m². Era servido por mais de uma centena de pessoas, compreendendo a família real, funcionários e servos.

Os soberanos de Cnossos eram reis-sacerdotes. O mais importante entre eles foi o rei Minos, que segundo a lenda, era filho de Zeus, o deus que lhe dava inspiração para governar o povo com sabedoria e justiça.

A maior atração religiosa foi a Deusa-Mãe, que era considerada a deusa da fecundidade, da maternidade, da terra e dos homens. Era também a senhora dos animais e a ela eram consagrados os pássaros, leões e serpentes.

Em sua homenagem, o povo organizava muitas festividades, jogos, torneios, touradas em que os rapazes se exibiam com habilidade em perigosos exercícios, ginásticas. Toureavam os touros, mas sem matá-los, pois consideravam esses animais como entes sagrados.

Expansão e declínio

O período minóico marcou o maior desenvolvimento da ilha de Creta. Eram frequentes comerciais com outros povos do mar Mediterrâneo. Os cretenses, nessa época, usaram um sistema de pesos e medidas inspirado nos egípcios e mesopotâmicos. Possuíam moedas de cobre de diferentes valores para utilizarem nas transações comerciais. As moedas, geralmente, traziam o desenho de um labirinto.

Essa civilização parou bruscamente, 1400 a.C., provavelmente por causa de uma nova catástrofe. Nessa época, os aqueus, vindos da Grécia, ocuparam a ilha de Creta.

Cultura

O povo cretense levava uma vida muito alegre e festiva. Tanto os homens quanto as mulheres dedicavam muito do seu tempo aos jogos, exercícios físicos ao ar livre, pugilismo, lutas de gladiadores, corridas, torneios, desfiles e touradas.

Civilização Grega

Geografia e origens históricas

Localização da Grécia Antiga no mundo.

A Grécia é uma península banhada por três mares: mar Jônico, mar Egeu e mar Mediterrâneo. Tem a leste a Ásia Menor (atual Turquia). O litoral grego é muito recortado, formando portos naturais. Os mares que circundam a Grécia são pontilhados de ilhas e ilhotas famosas pela sua beleza natural.

Era uma região diferente daquelas habitadas pelos povos orientais que viviam em férteis planícies às margens dos grandes rios, ao passo que os gregos que ocupavam uma área muito montanhosa, tinham que trabalhar duramente um solo pobre e pedregoso para conseguir sua agricultura de subsistência.

Devido à pobreza da terra, nas pequenas áreas cultivadas formavam-se agrupamentos humanos (pequenas comunidades) separadas uma das outras por vários acidentes geográficos, como montanhas e colinas.

Período Pré-Homérico (século XX a.C ao século XII a.C.)

Cavalo de Tróia em pintura de Giovanni Domenico Tiepolo.

Vários povos de origem ariana e indo-europeia invadiram a região grega e dominavam os povos neolíticos que ali habitavam. Os principais invasores foram os aqueus, os dórios, os jônios e os eólios.

Os aqueus ocupavam várias cidades (Tirinto, Micenas, Tróia). Divididos em tribos, organizaram-se em pequenos reinos (cidades-estados). Por volta de 1500 a.C., já tinham forte organização militar, o que lhes permitiu dominar a ilha de Creta, e lá fizeram sua base militar e marítima. Tornaram-se bons marinheiros e fundaram várias colônias nas ilhas do mar Egeu. Entre os anos de 1280 a.C. e 1270 a.C., os aqueus moveram durante dez anos uma guerra à cidade de Tróia, que foi destruída e incendiada caindo sob o seu domínio. Até a metade do século passado, acreditava-se que a Guerra de Tróia fosse uma fantasia do poeta grego Homero e que a cidade jamais tivesse existido. Mas, em 1871, o alemão Heinrich Schliemann, em trabalhos arqueológicos, descobriu novas cidades destruídas, uma junto às outras, e entre elas encontrou-se o tesouro do rei Príamo (rei de Tróia), comprovando-se desse modo que Tróia existiu de fato.

Período Homérico

Busto de Homero.

O poeta Homero deixou duas obras poéticas de grande prestígio na época: a Ilíada e a Odisseia.

A Ilíada narra história da cidade de Tróia e a guerra, com todos os seus heróis (como Ulisses e Aquiles) e suas aventuras. Depois de dez anos de duro cerco, os gregos conseguiram vencer a resistência troiana, inventando um enorme cavalo de madeira, com soldados escondidos em seu interior. Os troianos abriram as portas da cidade para receber o enorme cavalo, julgando ser um presente dos deuses. Depois de festejos e bebedeiras dos troianos, os gregos saíram do cavalo e dominaram a cidade. Daí se originou a expressão "presente de grego".

A Odisseia narra as aventuras de Ulisses, um dos heróis da Guerra de Tróia, na sua volta para a ilha de Ítaca, onde era rei. Na sua viagem de retorno, passa por proezas, como livrar-se dos gigantes de um só olho na testa (os cíclopes), resistir aos encantos das sereias (que atraíam os marinheiros para o fundo do mar) e livrar-se da terrível bruxa Circe, que enfeitiçou os marinheiros. A deusa Palas Atena protege o herói durante a viagem, de modo que Ulisses retorna a seu reino, onde a fiel esposa Penélope o esperou por longos anos.

Essas obras se tornaram clássicas como fontes históricas e como base para a educação da juventude grega por séculos, pois realçavam os valores da bondade, da coragem, da justiça, do amor filial, e da luta pelos direitos.

Genos

Nos tempos homéricos, a sociedade era formada por pequenas comunidades que nada mais eram que a reunião dos membros de uma grande família que obedeciam a um chefe (o pater famílias, família patriarcal). Viviam da agricultura e do pastoreio; os bens e a terra pertenciam à comunidade. (Não havia a propriedade privada.)

Período Arcaico

Pólis

O Partenon, na acrópole de Atenas.

Os genos cresceram, desagregaram, e surgiu outra forma de comunidade mais ampla, que formava uma unidade territorial, política, econômica e social. Era a chamada pólis, que era uma cidade-estado, independente das outras, com governo próprio e com economia auto-suficiente. A pólis era composta de três partes fundamentais:

  • a acrópole, que era a parte mais elevada, que funcionava como fortaleza e onde ficavam os templos para os cultos religiosos e a administração política;
  • a ágora, que era a praça principal, onde o povo se reunia para discutir os problemas da comunidade e fazer pequeno comércio;
  • a asty que era o mercado central;
  • os campo agrícolas e de pastoreio.

A Grécia era uma grande região formada por muitas cidades-estado independente, mas que, todavia, consideravam uma certa unidade, pois falavam a mesma língua e acreditavam nos mesmos deuses.

O sistema de governo era a monarquia, onde o rei assumia também as funções de chefe militar.

Esparta e Atenas

Entre as cidades-estados, sobressaíram Esparta e Atenas, com características bem diferentes entre si.

Período clássico da Grécia


O período clássico da Grécia ficou marcado por guerras externas e internas e pelo desenvolvimento e esplendor da cultura grega.

As guerras externas foram realizadas contra os persas. As guerras internas foram devidas às rivalidades entre as próprias cidades gregas, principalmente Esparta e Atenas, que brigavam pela hegemonia (domínio) entre as demais pólis.

Guerras Greco-Persas

O Império Ateniense em 431 a.C..

As causas dessas guerras foram as concorrências comerciais e a vontade que os dois povos de expandir seu domínio entre os povos vizinhos. Os persas ameaçavam o comércio e a vida política de várias cidades gregas. Chegaram inicialmente a dominar a cidade de Mileto, que se rebelou e pediu o auxílio de Atenas. Esta movimentou as tropas contra os persas, dando origem à guerra.

Primeira guerra

Milcíades.

No 490 a.C., grande armada persa, comandada por Dario I, desembarcou na Ática, na planície de Maratona. Guiados por Milcíades, combateram seus inimigos nos seus pontos fracos, num ataque relâmpago.

Os persas não tiveram nem mesmo tempo de pegar em armas, pois já se sentiam dominados.

Segunda Guerra

Temístocles.

No 485 a.C., no estreito de Salamina, os persas, comandados por Xerxes, filho de Dario, foram novamente derrotados. Os persas, melhor preparados, atacaram por terra e por mar. Os gregos, desta vez, contavam com melhor exército, pois haviam feito uma coligação de cidades contra o inimigo, inclusive Esparta. Os persas atacaram pelo norte, dominaram os bravos espartanos liderados por Leônidas e desceram para o sul, onde incendiaram Atenas. A Grécia parecia derrotada, mas os gregos se reorganizaram e atraíram a esquadra para o estreito de Salamina, local onde favorecia os leves barcos gregos e dificultava os pesados navios persas.

Os persas de Xerxes tinham ainda contra si as pesadas armaduras dos soldados que lutavam por dinheiro, ao passo que os gregos eram movidos pelo grande amor à pátria. Liderados por Temístocles, general ateniense, os gregos liquidaram os persas, que abandonaram seus navios.

Rivalidades que enfraqueceram a Grécia

Terminadas as guerras contra os persas, as pólis gregas voltaram a se fechar nos seus interesses próprios. Atenas considerou-se vitoriosa nas guerras, julgando-se uma salvadora da Grécia.

Com este prestígio e com o medo de novos ataques, conseguiu convencer outras cidades (menos Esparta) para formar uma liga contra futuros ataques dos persas. Surgiu, então, a Confederação de Delos, com adesão de mais de trezentas pólis.

A ilha de Delos foi escolhida como local onde ficaria a sede da liga e onde se guardariam tesouros e bens arrecadados. Essa união provocou a inveja de Esparta que formou também a Confederação do Peloponeso, reunindo várias pólis.

As duas cidades acabaram entrando em conflito e, depois de 27 anos de luta (com 6 anos de trégua veio a Paz de Nícias), Atenas foi derrotada. Mas algumas cidades gregas aliaram-se à cidade de Tebas, dominaram os espartanos e exerceram seu domínio político sobre a Grécia por pouco tempo.

Todas essas lutas internas enfraqueceram a Grécia, que foi facilmente conquistada por Felipe II, da Macedônia, em 338 a.C.

O século de Péricles

Péricles.

Péricles foi um excelente orador, entendia de arte militar e, como político, usou de habilidade e prudência. Governou Atenas de 461 a 429 a.C. (quase trinta anos). Governou como um príncipe, sempre em perfeito acordo com o povo, que o respeitava muito.

Péricles foi assíduo frequentador de teatro e amava as artes. Procurou fazer de Atenas a capital cultural do mundo antigo. O período de governo foi de esplendor, a ponto de ficar conhecido como Idade de Ouro da Grécia.

Governo democrático de Péricles

A democracia ganhou nova força e as classes mais pobres puderam participar ativamente da política. Leia um trecho de um discurso de Péricles sobre o seu governo:

Temos uma forma de governo que causa inveja aos povos vizinhos. Não imitamos os outros e servimos e exemplo aos outros. Quanto ao nome, este governo é chamado de 'democracia' porque não é uma administração para o bem de algumas pessoas e sim para servir toda a comunidade. Diante das leis, todos gozam de igual tratamento. E a consideração de cada um vem não do partido, mas dos méritos demonstrados no serviço da comunidade. Temos medo de conseguir cargos públicos por meios ilegais.
Amamos o belo, mas na justa medida, e amamos a cultura do espírito, mas sem desprezar outros valores.

O Século de Ouro

Com Péricles, as artes, as letras e a filosofia floresceram de modo maravilhoso em Atenas. O projeto de Péricles de desenvolver as artes e a cultura era ambicioso. As pólis vizinhas ficaram enciumadas, mas nada puderam fazer para impedir tal crescimento.

Por iniciativa de Péricles, foram incentivadas todas as modalidades de expressão artística. As acrópolis foram ornamentadas e construídos grandes monumentos.

Foi nessa época que em Atenas surgiram talentos nos vários setores artísticos e culturais, de modo que a cidade conseguiu sobressair e firmar sua hegemonia.

Cultura

A arte grega chama a atenção pela harmonia de proporções, pelo equilíbrio e serenidade. É toda uma mistura de inspiração fantástica e real. Esse tipo de arte foi considerada e serviu de modelo para os artistas através dos tempos.

Arquitetura

Planta da Acrópole de Atenas.

Os gregos construíram palácios, tribunais, teatros e templos que ficaram famosos. O monumento mais célebre construído na Acrópole de Atenas foi o Partenon, que era um tempo em homenagem à deusa Palas Atena, protetora da cidade.

O Partenon é o mais célebre dos templos gregos. Impressiona pela sua dimensão, elegância e harmonia de suas proporções. Não foi obra de um só autor, mas de vários artistas, entre os quais sobressaiu Fídias, com suas inúmeras esculturas que decoravam o templo.

O Partenon foi transformado em igreja cristã no século VI d.C. e em mesquita turca em 1450 d.C. Esse templo colossal permaneceu quase intacto até o século XVII, quando sofreu uma catástrofe: os turcos que dominavam Atenas guardavam no templo seus armamentos, que acidentalmente explodiram. Foi restaurado, mas a maioria de suas belas esculturas foram levadas pelos ingleses (1812) e se encontram no British Museum, em Londres.

A arquitetura grega ficou famosa também pelos tipos de colunas usadas nas construções. Havia colunas artisticamente trabalhadas em estilo dórico, jônico e coríntio.

Escultura

Discóbulo, obra de Miron.

As obras esculpidas pelos gregos mostravam naturalidade nas formas e na expressão, idealismo, alegria e companheirismo.

Entre os grandes escultores, ficaram conhecidos Fídias, Miron e Praxísteles.

Famosas também são as Cariátides, que são colunas em formas femininas. São seis belas jovens esculpidas em mármore vindo de Cária, Ásia Menor, onde havia belas mulheres. Elas se encontram no templo Erechthion, em Atenas.

Pintura

Os gregos pintavam com harmonia, elegância e vida. Infelizmente, restou pouco da pintura grega e o que nos chegou foram principalmente vasos muito bem decorados e outras peças de cerâmica.

Pintaram sobre tecidos, pedras e madeira. Costumavam reproduzir em cerâmica cenas da vida diária.

Teatro

Os teatros gregos eram amplas construções que atraíam grande número de populares por ocasião das festividades religiosas e populares, principalmente as festas em homenagem à deusa Atena e a Dionísio (deus do vinho). Nessas ocasiões, os gregos assistiam a grandes espectáculos (representações de comédias e tragédias).

Os gregos já representavam peças com os elementos essenciais do teatro como temos hoje: atores, diálogo e cenário.

Entre os maiores autores de peças para o teatro temos: Ésquilo, Sófocles, Eurípedes. Destacou-se na comédia Aristófanes, que satirizava os costumes da época.

Os temas preferidos eram às cenas da vida urbana, à religião e à mitologia.

Os teatros tinham ótima acústica, os trajes eram ricos e variados. Os atores eram acompanhados por um coro que cantava e dançava e por uma orquestra. Usavam máscaras chamadas personas, para caracterizar os personagens e aumentar o volume de voz. Daí veio o nome de "personagens" aos participantes de nossas narrativas modernas. As mulheres podiam ser espectadoras, mas não atrizes. Só os homens representavam.

Péricles se convenceu a importância do teatro a ponto de franquear a entrada a todos.

Religião e mitologia

Dafne - Da pintura de Deverial.

A religião grega foi, na Antiguidade, a que mais aproximou os deuses dos homens. Era uma religião antropomórfica, isto é, os deuses agiam à semelhança dos homens, com suas qualidades e defeitos. Com uma diferença: os deuses eram poderosos e imortais.

As divindades eram cultuadas nos lares, nos templos e nas festividades religiosas.

O culto era tradicional. Feito dentro das casas, acendia-se o fogo sagrado, faziam-se as oferendas e sacrifícios de animais. A religião era o vínculo que unia as pólis entre si. Os oráculos eram os representantes dos deuses (falavam em nome de deuses). Ficaram famosos os oráculos de Delfos, Olímpia, Epidauro e Delos. Populares e também políticos iam consultar os oráculos dos templos.

Uma maneira como os gregos costumavam homenagear seus deuses eram os jogos e as competições esportivas. Os mais famosos foram os Jogos Olímpicos, realizados no Monte Olimpo em homenagem a Zeus que, segundo a crença, habitava esse monte, em companhia de outros deuses. As primeiras olimpíadas teriam sido realizadas em 776 a.C. e, a partir daí, a cada quatro anos.

A religião grega era cheia de mitos e lendas para explicar a origem do mundo, dos próprios deuses e dos homens. Não havia um livro sagrado e a religião, passada por tradição oral de geração em geração, era frequentemente alterada pelos poetas e artistas.

Para os gregos, o mundo teria começado com Nix (a noite) e Érebo (seu irmão), visto como o inferno, isto é, a outra parte das trevas. Eles existiam, no Caos (que era o grande vazio inicial). Aos poucos Nix e Érebo se separam, se afastam cada vez mais, até que Nix se transforma numa esfera, se encurva e, como um ovo, se parte e dá nascimento a Eros (o amor). As duas partes da casca do ovo inicial se afastam, e uma se converte na abóbada celeste e outra em um disco achatado que a Terra. O céu ficou sendo chamado Urano e a terra Gaia. Do casamento desses dois tiveram início as novas gerações divinas.

Deuses

Busto de Zeus.
  1. Zeus: Deus soberano, simbolizado pela águia e pelo fogo.
  2. Hera: Esposa de Zeus, simbolizada pelo pavão e pela romã.
  3. Atena: Filha de Zeus, simbolizada pela coruja e pela oliveira.
  4. Hermes: Mensageiro dos deuses, representado com asas nos pés e no capacete.
  5. Ares: Deus da guerra.
  6. Posseidon: Deus dos mares, representado com um tridente na mão.
  7. Dionísio: Deus do vinho, representado com uma taça e uva nas mãos.
  8. Hefaístos: Deus da forja, da metalurgia. Simbolizado pelo martelo e pela tenaz.
  9. Afrodite: Deusa do amor e da beleza, simbolizada pela pomba.
  10. Deméter: Deusa fertilidade da terra e da agricultura.
  11. Apolo: Deus da harmonia, da luz, da música e da poesia. Simbolizado pela lira e pelo louro.
  12. Ártemis: Deusa da caça, protetora das virgens, simbolizada pelo veado e pelo arco.
  13. Héstia: Deusa guardiã dos lares e do fogo sagrado.
  14. Hades: Deus dos mortos e dos infernos, em cuja porta ficava o cão Cérbero, com três cabeças.

Os grandes deuses

  • Zeus: era considerado chefe dos deuses. Morava no Monte Olimpo. Ele fazia chover, e era o senhor dos ventos e dos trovões. Era casado com Hera, cultuada como a padroeira dos casamentos e das futuras mães.
  • Apolo: Filho de Zeus, deus da beleza, da arte, da música, das curas e das adivinhações.
  • Afrodite: Irmã de Apolo, filha de Zeus. Deusa da beleza, do amor. Nasceu das espumas do amor.
  • Hermes: Filho de Zeus, mensageiro dos deuses. Protetor dos viajantes, comerciantes e oradores.
  • Dionísio: Filho de Zeus, costuma vir acompanhado por um cortejo de demônios masculinos e femininos (são os bacantes).
  • Posseidon: Irmão de Zeus (ambos eram filhos de Cronos e Reia), marido de Afrodite. É o deus dos mares. Seus filhos eram estátuas monstruosas.

[editar] Heróis

Hércules e a Hidra de Lerna de Antonio Pollaiuolo.
Édipo e a Esfinge (pintura de Gustave Moreau).

Os gregos veneravam alguns semi-deuses (ou heróis). Os mais importantes foram Hércules, Édipo, Teseu, Jasão e Perseu.

Hércules ficou famoso por sua força. Os deuses o submeteram a várias provas: ele superou todas, lutando apenas com um arco e uma clava. As provas ficaram conhecidas como o Doze Trabalhos de Hércules, entre os quais: estrangulou o leão de Nemeia, matou a Hidra de Lerna, capturou vivo o javali de Erimanto, libertou Teseu dos infernos, etc.

Édipo era filho de Laio, rei de Tebas, e de Jocasta. Segundo o oráculo de Delfos, foi marcado pelo destino para matar seu pai e casar com sua mãe. Para evitar a tragédia, Laio abandonou o filho sobre o Monte Citéreo, com os pés furados e amarrado de cabeça para baixo. Achado por pastores, foi criado por eles e, já adulto, conforme seu destino, matou o próprio pai (sem saber). Decifrou o enigma da esfinge que atormentava Tebas e, como recompensa, casou-se com a rainha (que era sua mãe). Vieram desgraças sobre a cidade e o oráculo revelou a Édipo que ele era o culpado de tudo, pois casara com a própria mãe. Descoberta a verdade, a mãe suicidou-se e furou os próprios olhos e saiu vagando pelo mundo.

Império Macedônico


O rei Filipe II organizou militarmente a Macedônia, tornando-a poderosa. Este rei, durante sua juventude, esteve como prisioneiro na cidade grega de Tebas, onde aprendeu da arte militar de Esparta.

Falange macedônica: Formação coberta de 18 fileiras com lanças de 6 metros de comprimento. Era difícil vence-la.

Ao voltar à Macedônia, percebeu que as cidades gregas estavam enfraquecidas, sendo fácil conquista-las. E, com este objetuvo, ele reformou o exército, introduzindo a famosa falange macedônica, que constituiu uma grande inovação nos campos de batalha (limitada futuramente pelos romanos).

Filipe II conquistou a Grécia no ano 338 a.C. Morreu dois anos depois e seu filho Alexandre Magno assumiu o poder aos vinte anos de idade.

Alexandre, jovem ávido de conquistas e de glória, uniu gregos e macedônios numa luta comum contra os persas. Em violentas batalhas dominam os persas e estendem o Império Macedônico até a Índia. Os soldados, cansados, se recusam a prosseguir e Alexandre retorna, mas acometido por uma febre, morre na Babilônia. Seu imenso império foi então dividido entre seus três principais generais.

O maior mérito de Alexandre Magno foi a fusão das culturas dos povos vencidos, procurando estimular casamentos entre vencedores e vencidos, e promoveu a igualdade de tratamento entre todos os povos dominados.

Essa fusão da cultura grega com a cultura dos povos orientais chamou-se de helenismo.

Cultura helenística

Alexandre e seus sucessores fundaram inúmeras cidades para difundir a cultura grega. Eram construídas à maneira das cidades gregas, com a condições necessárias para desenvolver a cultura. Entre estas cidades, foram importantes Alexandria (no Egito), Antioquia e Pérgamo (na Ásia Menor, atualmente parte da Turquia). Alexandre, além do seu farol, considerado uma das sete maravilhas do mundo antigo, tinha uma enorme biblioteca com maia de 700 mil livros onde sábios de toda parte vinham aumentar seus conhecimentos.

Filosofia

Os gregos viam a filosofia como um meio de compreender o mundo e o homem e uma tentativa de explicar a razão de ser de todas as coisas do mundo. Deixaram de lado as explicações religiosas e mitológicas e religiosas e apelaram para a razão e a ciência para explicar os mistérios da existência do mundo, do ser humano, os valores morais, a alma e a felicidade.

Entre os filósofos gregos, temos:

Houve outros filósofos que participaram de outras correntes filosóficas, como os sofistas, que achavam que não podemos conhecer a verdade, portanto, tudo é válido; os cínicos, que desprendidos dos valores morais e apegados aos valores morais; os epicuristas, que achavam que a finalidade da vida humana é buscar os prazeres; os 'estoicos, que a felicidade está em aceitar as coisas como elas acontecem, com resigniação e mesmo à custa de sofrimento.

Literatura

Os gregos deixaram excelentes obras literárias:

Ciência

Legado grego

O que os gregos deram à humanidade?

Os gregos, com sua política, sua artes, sua filosofia e sua literatura, iluminaram os séculos futuros.

Civilização Romana

A Itália é uma península ao sul da Europa, que invade o Mar Mediterrâneo em direção à África. É cercada pelos mares Jônico, Tirreno e Adriático. A Itália é montanhosa, tendo os Alpes ao norte e sendo percorrida de norte a sul pela cadeia dos Montes Apeninos. O litoral costeiro italiano não é favorável à navegação. Esse fator geográfico fez com que os primitivos povos da Itália se dedicassem ao pastoreio e à agricultura.

A Itália foi invadida por vários povos, como a denominação geral de italiotas, que se subdiviram em sabinos, latinos, samnitas e úmbrios. Habitavam inicialmente a Itália central.

Os gregos, localizados próximo da Itália, ocuparam muitas regiões do sul da Itália e aí fundaram fundaram própsperas colônias, como Siracusa, Agrigento, Síbaris, Taranto e Nápolis. Os italiotas aproveitaram muito da cultura grega, como o uso do alfabeto, técnicas agrícolas, noções científicas, o gosto pela arte e adotaram a religião grega, com muitos de seus deuses.

Também os cartagineses, vindos do norte da África (Cartago), fundaram suas colônias ao sul da Itália (na Sicília, na Sardenha e na Córsega) e mantiveram relacionamento comercial e cultural com os italiotas.

Fundação de Roma

De acordo com a lenda, Roma foi fundada em 753 a.C. por Rômulo e Remo, que foram criados por uma loba.

De acordo com a lenda, a cidade de Roma foi fundada em 753 a.C. por dois irmãos gêmeos, Rômulo e Remo, na região do Lácio.

O poeta romano Virgílio, em seu livro Eneida, narra que um bravo combatente da guerra de Troia, chamado Eneias, fugiu para a região do Lácio, e entre seus colocados num cesto nas águas correntes do rio Tibre. O cesto parou numa das margens e as crianças foram recolhidas pelos pastores e amamentadas por uma loba. Quando grandes, fundaram Roma, que teve Rômulo como primeiro rei.

Na realidade, as escavações arqueológicas demonstraram que já tinha existido no local uma aldeia de pastores há uns milênios a.C.

Fundada ou não pelos gêmeos, o certo é que esta cidade (Roma) dominou povos vizinhos e se tornou a principal cidade do Lácio. Conta-se que logo no início a cidade precisava de mais habitantes, e os romanos de Rômulo resolver raptar numa festa muitas filhas dos sabinos (rapto das sabinas). Assim, os sabinos foram o primeiro povo a se unir aos romanos.

Latinos e sabinos tiveram quatro reis que se alternaram, sendo dois romanos e dois sabinos.

Depos desses reis, os romanos foram dominados, no século VII a.C., por um povo mais adiantado, os etruscos, que estavam conquistando povos vizinhos. Três reis etruscos governaram Roma.

Períodos históricos

A História da Roma Antiga pode ser dividida em três períodos:

Monarquia (753 a.C.-509 a.C.)

Durante a monarquia, Roma foi governada por sete reis, sendo dois romanos, dois sabinos e três etruscos.

Sociedade

Havia duas classes principais, em constante rivalidade, que eram os patrícios e os plebeus. Havia também os cliente e os escravos.

Os patrícios eram os proprietários das terras, do gado, tinham muitos direitos e participavam ativamente do governo.

Os plebeus formavam aquela parte da população que não tinha origem nobre, com pouca participação política, que se dedicava aos mais variados afazeres no campo, no artesanato e no comércio. Com o decorrer do tempo, os plebeus lutaram por melhores condições sociais e conseguiram dos patrícios maior participação na política e mais direitos como cidadãos.

Os clientes formavam uma camada intermediária entre os patrícios e os plebeus. Eles viviam na dependência dos patrícios. A maioria dessa classe era formada por trabalhadores agrícolas, que dependiam dos grandes proprietários rurais. Havia também nesta classe os estrangeiros, os filhos ilegítimos, os libertos. O cliente recebia a terra para cultivar e algumas cabeças de gado, tinha proteção contra violências e defesa nos tribunais. Em troca desses favores, os clientes deviam prestar o serviço militar, ajudar os patrícios na vida política e seguir suas ordens.

Os escravos, inicialmente em número pequeno, foram empregados nos serviços mais pesados. O patrão tinha sobre o escravo direito de vida e morte, podendo vendê-lo ou libertá-lo. Tornavam-se escravos os prisioneiros de guerra, os que não podiam pagar suas dívidas ou os que desertavam do exército.

E os reis? Que poderes tiveram na monarquia? Bem, os reis tinham nas mãos vários poderes: o poder religioso (como sumo sacerdote), o poder militar (comandante do exército) e o poder de juiz supremo do povo. Faziam as leis (poder legislativo) e as aplicavam (poder executivo).

O rei exercia o governo com auxílio do Senado e dos Comícios Curiatos. O Senado era um Conselho de Anciãos (senes = anciãos) que o rei consultava sobre os mais importantes problemas a serem resolvidos. Os Comícios Curiatos eram formados de patrícios, que se reuniam em 30 cúrias, cada uma com seu representante. A Assembléia das Cúrias podia declarar guerra, aprovar ou vetar as leis propostas.

Últimos tempos

A monarquia teve fim no reinado de Tarquínio, o Soberbo, por causa de uma revolta popular. Roma havia se tornado, por volta de 500 a.C., a cidade mais importante do Lácio. A população aumentava, os problemas sociais e políticos se tornavam difíceis e o rei se mostrava autoritário (tirania).

Os patrícios resolveram dar um golpe de Estado, tomaram o poder e proclamaram a República, que era uma forma de governo democrático (República vem de res publica, que significa "coisa do povo").

República (509 a.C.-27 a.C.)

A República Romana foi, no início, muito aristocrática (só os nobres tinham poderes políticos). Depois, teve um caráter mais democrático, com a participação da plebe no poder.

Os republicanos fizeram a divisão de poderes, que antes ficavam todos concentrados nas mãos do rei. Os cargos passaram a ter caráter temporário.

O poder eram assim constituído:

Senado

Era um Conselho de Anciãos (inicialmente 300, depois 600) escolhidos entre os patrícios. Tinham como função receber embaixadas estrangeiras, tratar com Estados estrangeiros, nomear governadores das províncias, controlar a administração pública e criar decretos-leis (os senatus consultus = decisões tomadas).

Devido à grande experiência e autoridade de seus elementos, o Senado romano foi por muito tempo o principal órgão do governo da República romana. A presidência do Senado era exercida por um magistrado, que podia ser um cônsul, um pretor ou mesmo um tribuno.

Magistraturas

As magistraturas eram cargos importantes exercidos pelos patrícios. Para evitar abusos no poder, as magistraturas eram geralmente exercidas apenas por um ano. Havia dois ou mais magistrados para cada cargo.

Política

Assembleias populares

As assembleias populares, também chamadas comícios, eram três:

  • Comícios Curiatos
  • Comícios Tributos
  • Comícios Centuriatos

Essas Assembleias Populares tinham grande força de decisão política sobre assuntos importantes, como a guerra e a pena de morte. Elegiam os representantes que iriam ocupar os cargos da magistratura.

Lutas sócio-políticas

Patrícios versus plebeus

Os patrícios eram a classe dominante, tinham as melhores terras, privilégios e direitos políticos. Eram grandes as diferenças sociais entre a classe dos patrícios e plebeus. Os plebeus, pequenos agricultores, artesãos e comerciantes, eram eleitores, mas não podiam ser eleitos. Eram obrigados ao serviço militar, mas no caso de vitória não tinham direito de receber do governo as partilhas de terras (ager publicus) e não podiam casar com pessoas da classe patrícia.

Além do mais, como pequenos proprietários, tinham de abandonar por longo tempo suas propriedades para servir ao exército e quando voltavam não recebiam apoio do Estado para se refazerem dos prejuízos, sendo muitas vezes obrigados a contrair dívidas com os patrícios. Muitos se arruinavam de vez, passando à condição de escravos.

Por esses e outros motivos, durante dois séculos houve rivalidades e lutas entre patrícios e plebeus, até que os patrícios reconheceram vários direitos para a plebe.

Conquistas da plebe

No início das lutas, pelo ano 494 a.C., os plebeus chegaram a formar um exército e se retiraram para o Monte Sagrado (perto de Roma), onde pretendiam fundar uma cidade independente. Recusaram-se a defender Roma nas guerras contra outros povos que a estavam ameaçando.

O forte do exército romano era formado por soldados plebeus e, assim, os patrícios foram obrigados a negociar com eles para que voltassem a Roma. Concederam a eles o direito de terem seus tribunos (os Tribunos da Plebe) para defenderem seus direitos e terem voz ativa nas decisões políticas.

Os Tribunos da Plebe eram invioláveis, isto é, não podiam ser presos pelo Senado.

Mas os direitos de patrícios e plebeus ainda não eram iguais, pois as leis romanas não eram escritas (eram orais) e os patrícios é que interpretavam as leis nos tribunais, geralmente a seu favor. Os plebeus exigiram leis escritas, ameaçando de novo se retirar para o Monte Sagrado. Os patrícios enviaram à Grécia legisladores para estudar as leis gregas. O resultado foi que as leis romanas foram escritas em doze tábuas de bronze (Lei das Doze Tábuas).

Mas os plebeus perceberam que quase nada mudou, pois as leis escritas eram as mesmas de antes, que os colocavam numa posição de inferioridade diante dos patrícios (o poder nas mãos dos patrícios, escravidão por dívida e proibição de casamento entre as duas classes).

Diante de novas pressões da plebe, foi criada a Lei Canuleia, em 445 a.C., permitindo os casamentos mistos entre patrícios e plebeus. A próxima conquista da plebe foi a Lei Licínia Sextia. Essa lei proibia a escravidão por dívida e determinava a distribuição das terras com mais critério. Dava também aos plebeus o direito de serem eleitos para o consulado.

Daí por diante, os plebeus foram conseguindo o direito de participação política em vários cargos, mas isso fez com que a plebe se dividisse em plebe rica e plebe pobre, pois as campanhas políticas eram caras e os cargos não eram remunerados. Com o tempo, uma parte dos plebeus adquiriu condições elevadas e se misturou com os patrícios, enquanto a camada mais pobre continuou simplesmente a plebe romana.

Irmãos Graco

Expansão romana

Concluída a unificação da Itália, os romanos se voltaram para as conquistas do Mediterrâneo, como Cartago, Grécia e suas colônias, Egito, Síria e Judeia.

Guerras púnicas

Primeira Guerra Púnica

Segunda Guerra Púnica

Terceira Guerra Púnica

Consequências

Lutas pelo poder

Triunviratos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.